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Confiança dos consumidores não é tão elevada desde abril de 2002

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O indicador de confiança dos consumidores portugueses não registava um valor tão alto desde há 13 anos, indica INE. Expetativas em relação à evolução do desemprego estão na base de clima de maior otimismo, partilhado também pelos empresários lusos.

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em março, mantendo a tendência ascendente que se tem observado desde o início de 2013 e atingindo o máximo desde abril de 2002, sublinha o documento que publica hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE): "Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores", referente a março de 2015.

O comportamento do indicador resultou "do contributo positivo de todas as componentes, mais expressivo no caso das expetativas relativas à evolução do desemprego".

A perceção da situação económica do país também melhorou:"Os saldos das opiniões sobre a evolução passada e futura da situação económica do país aumentaram significativamente em março, prolongando os respetivos movimentos positivos registados desde o início de 2013. Refira-se ainda que estes saldos atingiram os valores mais elevados desde junho e março de 2000, respetivamente", aponta o relatório do INE.

Os consumidores portugueses também mostram estar mais otimistas relativamente às expectativas que colocam na situação financeira do seu agregado familiar. Pelo contrário, estão menos seguros da manutenção das suas poupanças. Talvez porque se mostraram mais confiantes na evolução positiva da compra de bens duradouros (atingindo o maior nível desde fevereiro de 2007).

Os inquéritos feitos às empresas, de vários sectores também dão conta de um maior nível de confiança por parte dos agentes económicos.

O indicador de confiança relativo à indústria transformadora mostra uma recuperação durante este mês de março, fruto do "contributo positivo das apreciações relativas à evolução dos 'stocks' de produtos acabados e sobre a procura global e, sobretudo, das perspetivas de produção".

No sector da construção e obras públicas, o indicador de confiança dregistou um acentuado aumento em março, "observando-se uma recuperação das opiniões sobre a carteira de encomendas e das expectativas de emprego, mais expressiva no primeiro caso".

No comércio, o mesmo indicador "recuperou significativamente no último mês, refletindo o contributo positivo de todas as componentes, sobretudo das perspetivas de atividade".

Só no sector dos serviços se regista uma tendência diferente, com a confiança dos seus empresários a cair, "devido ao agravamento das expectativas de evolução da procura," uma vez que as opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa recuperaram de forma ténue".