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Concorrência diz que o preço da gasolina antes de impostos subiu 44,9% num ano

Aumento da cotação internacional do petróleo e a desvalorização do euro face ao dólar agravaram os preços da gasolina e do gasóleo na Europa, diz a Autoridade da Concorrência.

J. F. Palma-Ferreira (www.expresso.pt)

A Autoridade da Concorrência revelou que o Preço Médio Antes de Impostos da gasolina sofreu um agravamento de 44,9% entre Março de 2009 e Março de 2010. Entre Fevereiro e Março do corrente ano, o aumento dos preços da gasolina antes de impostos foi de 7,9%, diz a Concorrência no seu boletim mensal sobre o mercado dos combustíveis.

Esta é uma das razões que explicam o agravamento dos preços que os portugueses estão a pagar quando abastecem combustível. Para este aumento de preços contribuíram igualmente factores cambiais, pois o euro sofreu uma desvalorização em relação ao dólar, o que torna o preço do petróleo mais caro em euros.

Assim, em Março de 2010, a cotação internacional do petróleo registou um aumento de 70% quando comparada com os preços que vigoravam em Março de 2009, esclarece a Autoridade da Concorrência.

Devido à onda de contestação contra os recentes aumentos dos preços da gasolina e do gasóleo, o ministro da Economia, Vieira da Silva, disse que não entendia estes agravamentos e que iria obter explicações junto das autoridades que acompanham o sector dos combustíveis.

Petróleo com tendência de subida

A cotação internacional do petróleo tem vindo a oscilar entre os 83 e os 87 dólares por barril, havendo no sector petrolífero a convicção que os preços tendem a subir. As consequências desta conjuntura traduzem-se na valorização dos preços dos produtos refinados, sobretudo da gasolina e do gasóleo, que aumentaram no mercado europeu.

No mercado português, o responsável da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Virgílio Constantino, questiona a razão pela qual os preços dos combustíveis conseguem descer durante os fins-de-semana, para fomentar o consumo, enquanto durante os dias úteis não têm, habitualmente, descidas.

Na formação do preço de venda ao público, o peso dos impostos é da ordem dos 64% na gasolina e de 53% no gasóleo, o que faz com que o Estado seja o maior beneficiário com a alta do preço dos combustíveis - além de ser accionista da Galp, que detém as refinarias portuguesas.