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Combustíveis: ANAREC quer low-cost na atual rede de distribuição

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O presidente da sociação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) receia uma eventual abertura de mais postos de abastecimento.

O presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) disse hoje recear que a intenção do Governo de aumentar a oferta de combustíveis low cost possa significar abrir mais postos de abastecimento.

"A nossa preocupação é que sejam criados mais postos de abastecimento, porque a proliferação de postos de abastecimento acabará por matar os existentes, analisando a situação dos atuais 2.500, tendo em conta o decréscimo do consumo", disse hoje à Lusa o presidente da ANAREC, Virgílio Constantino.

Em declarações à Lusa, Virgílio Constantino adiantou que os postos de combustível atravessam "gravíssimas dificuldades financeiras", considerando que o mais conveniente é "ajustar a rede existente à oferta low cost, proposta que pretende fazer ao ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

Audiência pedida ao ministro da Economia

"Temos uma audiência pedida ao ministro da Economia para perceber qual é a intenção do Governo nesta matéria e propor que o projeto tenha em conta que a rede existente é suficiente", declarou.

Para o porta-voz dos revendedores de combustíveis, "depois de, na passada sexta-feira, o ministro da Economia ter anunciado, na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, a intenção de criar uma rede de postos de abastecimento de combustível low cost, a ANAREC reitera o interesse e a disponibilidade de todos os seus associados em dar o seu contributo para a comercialização deste produto low cost nos seus postos de abastecimento".

Virgílio Constantino sustenta que "já existem em Portugal 2.500 postos de combustíveis e que uma grande parte vive já com sérias e graves dificuldades", defendendo que "alargado a toda a rede de revendedores de combustíveis, este produto tornará o setor mais competitivo".

"Falta de competitividade" do setor da revenda 

A ANAREC defende que "através da disponibilização de combustíveis low-cost, através da rede nacional de revendedores, o consumidor poderá passar a adquirir/escolher, nos postos de revenda de combustíveis tradicionais, o produto com o qual quer abastecer o seu veículo".

Desde o início do seu mandato, Virgílio Constantino lamenta a falta de competitividade do setor da revenda de combustíveis, considerando que seria bom para todos os revendedores poderem vender também um produto mais barato nos seus postos de abastecimento.

O Automóvel Club de Portugal (ACP) considerou positivo" o anúncio do Governo da criação de uma rede de postos de combustível low-cost: "No contexto económico em que Portugal se encontra, a criação de uma rede de postos 'low-cost', mais do que um elementar direito do consumidor, é da maior urgência".

No entanto, a organização mostra preocupação sobre a forma como este modelo vai ser concretizado, salientando não ser tempo de "fazer anúncios no ar" e deixar os contribuintes na expetativa.