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CMVM: responsabilidades com papel comercial deviam estar no Novo Banco

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O regulador diz que tal como a divida do BES passou para o NB também as obrigações relativas ao reembolso do papel comercial vendido aos clientes de retalho deviam estar no NB. Ate porque, segundo Carlos Tavares, presidente da CMVM, são "obrigações mais que morais". Ouvido hoje na CPI ao GES/BES diz acreditar numa solução para os investidores lesados.

ElisabeteTavares

As responsabilidades relativas ao papel comercial de entidades do Grupo Espirito Santo (GES) vendidas aos balcoes do BES deviam ter transitado para o Novo Banco, defende o presidente da Comissao do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Carlos Tavares adiantou hoje na Comissao Parlamentar de Inquérito ao GES/BES que tal como a dívida do BES passou para o NB também que "não há ilegalidade" em transferir também para o banco aquelas obrigações que são "mais do que morais".

Lembrou que foram constituídas provisões no BES de 1837 milhões de euros para cobrir responsabilidades assumidas com clientes de retalho. E sublinhou que o NB sempre deu informações aos clientes e expectativas de que iria assegurar o reembolso do papel comercial. Tal como o Banco de Portugal .

Para Carlos Tavares, se aquelas provisões foram constituídas "para este fim" também "deviam ser aplicadas para este fim".

Agora, "o mais importante é encontrar uma solução justa".

 E Carlos Tavares avisa que "não resolver o problema tem custos reputacionais para o NB, para o próprio sistema financeiro e a própria supervisão. "São bens que não têm preço".