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CMVM investiga manipulação ruidosa na proposta de fusão BCP/BPI

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Rui Duarte Silva

O regulador do mercado está avaliar se a proposta de Isabel dos Santos é mesmo para valer ou apenas para fazer subir o preço na OPA do CaixaBank ao BPI. BPI quer €2,26 por ação, CaixaBank não dá mais, mas analistas apostam na subida do preço. Se a fusão BCP/BPI avançar dará origem ao maior banco em Portugal. A empresária esteve quinta-feira no Porto, onde recusou falar de negócios: "Hoje o tema é arte, não a banca. Talvez amanhã".

Abílio Ferreira, Anabela Campos, Elisabete Tavares e Sónia M. Lourenço

Dar a volta ao jogo. É a segunda vez que em pouco tempo a angolana Isabel dos Santos surpreende o mercado em Portugal.

Depois de ter lançado uma falhada oferta pública de aquisição (OPA) sobre a PT SGPS, Isabel dos Santos aparece agora como o rosto de fusão entre o BPI e do BCP, proposta que a avançar criaria o maior banco português.

A informação foi avançada pelo Expresso na segunda-feira a meio da tarde, como sendo uma iniciativa da Santoro Finantial Holding, empresa da investidora angolana.

A polícia da Bolsa, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), está neste momento a analisar se foram cumpridos por parte de Isabel dos Santos todos os deveres de prestação de informação. E está também, sabe o Expresso, a avaliar se estamos perante um caso de "manipulação ruidosa", ou seja, o regulador está a investigar se a informação prestada pela Santoro foi feita com intuitos sérios.

Leia mais na edição deste fim de semana.