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CMVM " preocupada" com fundos reestruturação da banca

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O regulador teme que alguns fundos, muitos com ativos imobiliários dos bancos, possam estar avaliados acima do valor do mercado. E alerta que "há um significativo conjunto de ativos em jurisdição estrangeira", incluindo no Luxemburgo, onde a supervisão portuguesa nao chega.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está preocupada com a situação dos fundos de reestruturação da banca que podem estar avaliados acima do valor do mercado.

Carlos Tavares alertou hoje para o facto de um "significativo conjunto de ativos" estarem  "em jurisdições estrangeiras" por terem sede em locais como o Luxemburgo. Isto apesar dos pedidos da CMVM para ficarem com sede em Portugal.

 

"Há muitas entidades que preferiram domiciliar-se no Luxemburgo e essas avaliações escapam à nossa supervisão", afirmou na Comissão Parlamentar de Inquérito ao GES/BES.

 

A preocupação prende-se com o valor a que poderão aqueles ativos ter saído dos balanços dos bancos e se saíram com valor justo ou acima do valor do mercado. E questionou a capacidade de autoridades no Luxemburgo, por exemplo, para verificar as avaliações daqueles ativos.

 

Carlos Tavares afirmou, no entanto, que acredita que o Banco de Portugal faça "o controlo do valor de saída do balanço dos bancos".