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Clientes do papel comercial da ES Property avaliam proposta de pagamento

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A associação dos lesados do papel comercial estão a contactar os seus associados para definirem uma estratégia face à proposta de pagamento do papel comercial da ESpart por parte da ES Property que assegura o pagamento de 100% até 2020. Associação quer precaver-se de eventuais incumprimentos. 

A Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) reuniu sexta feira com responsáveis da ES Property (ex- Espart) no sentido de dialogar sobre uma solução sobre o papel comercial que estás em clientes do BES/Novo Banco. 

Para já existe uma proposta de pagamento integral a cerca de 373 clientes cujos montantes investidos ascendem a cerca de 24 milhões de euros. Mas a holding da família tem em curso um Plano de Especial de Revitalização e é preciso garantir que o pagamento agora proposto, a ir avante, não será incumprido. 

Nesta reunião, a associação teve conhecimento prévio das intenções dos donos da holding sobre o pagamento a 100% deste produto, e segundo apurou o Expressso está a enviar uma carta para os seus associados para reunir o máximo de clientes com papel comercial da ESPART e desta forma ter um maior poder negocial. 

Na carta enviada aos associados, a AIEPC, afirma que "está apostada em possuir uma representação de credores que nos permita um peso decisivo na votação que irá ocorrer no âmbito do Plano ESpecial de Revitalização", da ES Property. 

O Expresso sabe que existem pontos de aproximação com esta primeira abordagem por parte da ES Property, nomeadamente face ao pagamento integral dos montantes na carteira dos clientes, mas em termos juridicos haverá questões a acertar face às condições e garantias dadas pelo emitente. 

Na carta a que o Expresso teve acesso é dito que os clientes com papel comercial da ESPART "irão recepcionar via CTT uma proposta de pagamento faseada a 6 anos sem que exista qualquer garantia que nos defenda de um eventual futuro incumprimento". 

A Associação informa os associados que "já comunicou às entidades responsáveis na passada semana a sua discordância sobre alguns aspectos económico-financeiros, jurídicos e estratégicos do plano em vias de apresentação, estando contudo aberta ao diálogo e à negociação por forma a defender os mais legítimos direitos daqueles que se encontram lesados neste âmbito".