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Cirque du Soleil vendido por 1,5 mil milhões dólares. Há chineses no negócio

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FOTO REUTERS

Os chineses da Fosun - candidatos à compra do Novo Banco - são parceiros do fundo norte-americano TPG Capital na compra do Cirque du Soleil, que pretende crescer no mercado da China.

J. F. Palma-Ferreira

O negócio do Cirque du Soleil - com sede em Montreal, no Canadá - vai ser comprado por uma parceria entre o fundo de investimento norte-americano TPG Capital e o grupo chinês Fosun, que em Portugal detém 85% da seguradora Fidelidade e que é tido como um dos principais candidatos à compra do Novo Banco. O negócio será concluído no terceiro trimestre por um valor que rondará os 1,5 mil milhões de dólares, devendo manter uma participação residual do fundador do Cirque du Soleil, Guy Laliberté, que detinha 90% da empresa gestora de circos. Não foi divulgada a percentagem de capital que será vendida. 

O negócio também deve contar com o investimento do segundo maior fundo de pensões do Canadá, a Caisse de Dépôt et Placement du Québec. No entanto, o maior contributo para o desenvolvimento dos futuros projetos do Cirque du Soleil será dado pelo grupo chinês Fosun, atendendo ao potencial que o próprio mercado da China abre a este negócio, como reconheceu o responsável executivo do Cirque du Soleil, Daniel Lamarre, a vários jornais internacionais. 

Aliás, o objetivo desta aquisição é desenvolver novas áreas e marcas ligadas ao entretenimento, bem como à entrada em parcerias no sector dos media, que deverão ter uma futura presença relevante no mercado chinês. 

A TPG tem investido no segmento do entretenimento, onde se destaca o empresendimento que gere o casino Caesars Palace, em Las Vegas. A Fosun tem vindo a comprar empresas no sector do laser e turismo, como o Club Méditerranée e a Thomas Cook, e, em Portugal, este grupo chinês também controla a Espírito Santo Saúde (que mudou o nome para Luz Saúde) e é accionista indirecto da REN (através da seguradora Fidelidade).