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China vai destronar Portugal como principal fornecedor, diz INE angolano

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Instituto de estatística angolano revela que as importações provenientes de Portugal atingiram os 119,37 mil milhões de kwanzas (1000 milhões de euros) entre outubro e dezembro de 2015, enquanto a China garantiu 118,44 milhões de kwanzas.

A China vai destronar nos próximos anos Portugal como principal fornecedor de Angola, adverte o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola relativo ao último trimestre de 2014.

O documento do INE angolano revela que as importações provenientes de Portugal atingiram os 119,37 mil milhões de kwanzas (1000 milhões de euros) entre outubro e dezembro de 2015, enquanto a China garantiu 118,44 milhões de kwanzas.

A quota chinesa (15,9%) está muito próxima da portuguesa (16%). Mas há uma diferença essencial. As importações chinesas, em termos homólogos, cresceram 42%, enquanto as compras a Portugal desceram 8,3%. No último trimestre, as importações angolanas registaram uma redução homóloga de 7,7%. 

A China é o principal destino das exportações angolanas, com uma quota de 45,3%.  Mas o valor tem estado em queda por causa da severa quebra no preço do petróleo.

Arroz em alta

A balança comercial angolana apresenta um saldo favorável de 418 mil milhões de kwanzas (3538 milhões de euros) "como resultado do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola", refere o INE.

Em volume, as importações de Angola caíram 15% no primeiro trimestre, permanecendo o cimento como o produto mais importado, apesar da redução de 47%. O sector alimentar e bebidas continua a dominar a lista das importações, apesar de em quase todos os segmentos se registar uma redução das importações. A exceção é o arroz. As importações subiram perto de 30%.