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China vai crescer menos mas com mais qualidade, diz o primeiro-ministro

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"Se a economia da China puder crescer a este ritmo durante um período relativamente longo, asseguraremos uma base material mais sólida para a modernização", afirma o primeiro-ministro Li Keqiang

Mark Ralston-Pool/Getty Images)

Economia chinesa continuará a manter o ritmo necessário para modernizar o país, garante Li Kepiang.

Margarida Cardoso, com Lusa

Em 2015, a economia chinesa vai continuar a abrandar, para cerca de 7%, mas "a qualidade do crescimento aumentará e o país vai continuar a manter o ritmo "necessário" para se modernizar, anunciou o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Se as previsões se confirmarem, o crescimento de 2015 será o mais baixo dos últimos 25 anos, mas Li Keqiang regista esse facto com despreocupação. "Se a economia da China puder crescer a este ritmo durante um período relativamente longo, asseguraremos uma base material mais sólida para a modernização", afirma o governante.

Pequim quer manter a inflação próxima dos 3%, um ponto percentual acima de 2014, criar mais de 10 milhões de postos de trabalho urbano, assegurando que o desemprego fique nos 4,5%, garantir um crescimento de 6% no comércio externo do país e, simultaneamente, obter uma redução de 3,1% na intensidade da energia consumida.

Os problemas ambientais também estão na agenda. "A poluição ambiental mancha a qualidade de vida do povo e constitui uma perturbação que nos pesa no coraçºao (...). Revolucionar a produção e consumo de energia é vital para o desenvolvimento de qualquer país e para o bem estar do seu povo", afirmou o ministro.

O relatório do governo apresentado aos deputados da Assembleia Nacional Popular chinesa afirma que a meta de crescimento de 7% fixada para 2015  "está de acordo com o objetivo de concluir a edificação de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspetos e com as exigências de crescimento e atualização da economia".