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China em Portugal: um casamento feliz para os dois lados?

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Compra de 21,35% da EDP pela Three Gorges foi anunciada em 2011 e formalizada em 2012

Nuno Fox

Acionistas chineses já ganharam €668 milhões na EDP e REN. Novo Banco é a próxima presa

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A venda do Novo Banco pode trazer à economia nacional um novo investimento chinês de peso, com a Fosun e a Anbang entre os favoritos para ganhar a corrida. Na próxima terça-feira, a assembleia geral da EDP confirmará o estatuto de liderança da China Three Gorges (CTG) na elétrica, onde manterá cinco representantes no Conselho Geral e de Supervisão, composto por 21 membros. Há quem não goste da influência chinesa. Mas também há quem a apoie. 

Só à EDP e à REN os acionistas chineses já foram buscar, em quatro anos, €668 milhões em dividendos (a compra das suas posições custou quase €3000 milhões). Para Portugal este casamento com a China será igualmente vantajoso? "Detesto investimento chinês porque não traz coisíssima nenhuma", disse em outubro de 2014 o empresário Alexandre Soares dos Santos. Ilídio Serôdio, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, tem outra opinião. Nota que o investimento chinês nas privatizações em Portugal pode facilitar a internacionalização de outras empresas. "Com esta plataforma de investimento em empresas portuguesas, outras empresas fornecedoras, por exemplo, podem beneficiar dessa expansão", diz Ilídio Serôdio. 

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