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"Chamar ao BES banco mau é como dar-me facadas", admite Salgado

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FOTO Luis Barra

Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, afirmou que ele e a família perderam dinheiro com o colapso do grupo. E desabafa: "Chamar ao BES banco mau é como dar-me facadas".

Anabela Campos e Isabel Vicente

O ex-presidente do BES afirma que a família tinha aumentado o capital social da Espírito Santo International (ESI), a holding de topo do GES, em 2011 e preparava-se para aumentar o capital em 2014. "Eu e a minha família perdemos muito dinheiro" com o colapso do BES e do GES. Salgado respondia assim à pergunta de Mariana Mortágua, deputado do Bloco de Esquerda, quando esta o questionou sobre o facto de o GES andar cinco anos a financiar uma empresa que estava falida. 

A ESI apresentava prejuízos desde 2008, que a empresa ocultou até 2014, e tinha uma dívida de 6 mil milhões de euros.

Salgado reconhece mais uma vez que foram cometidos erros e que se devia ter atuado mais cedo. Mas desculpa-se dizendo que desconhecia a situação da empresa. E vai garantindo ao longo de toda a audição que sempre respeitou a separação (ring fencing) entre o BES e o GES a partir do momento em que foi obrigado pelo Banco de Portugal. "Tudo fiz para cumprir o ring fencing", sublinha.

Salgado assegura que explicou ao primeiro-ministro e à ministra das Finanças que o BES não tinha condições de aguentar por causa da imposição do ring fencing.  

"Errar é humano. É possível que tenha havido falhas pontuais", admite.