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CGD salva crédito de €100 milhões na Comporta

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A Caixa Geral de Depósitos vendeu a um grupo americano o empréstimo de 100 milhões de euros ao fundo da Herdade da Comporta, ligado à família Espírito Santo.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) salvou o crédito de 100 milhões de euros que detinha no fundo imobiliário fechado que concentra os ativos da Herdade da Comporta.

O fundo, detido pela Rioforte, entrara em incumprimento. O empréstimo da CGD está garantido por uma hipoteca sobre uma parte dos ativos imobiliários e turísticos da Comporta.

Segundo o "Jornal de Negócios", o grupo norte-americano Armory Merchant Holdings chegou a acordo com a CGD para a compra do crédito. O banco recupera quase na íntegra o dinheiro que emprestara ao fundo da família Espírito Santo.

A Armory é uma gestora de fundos de private equity, gerida por um antigo banqueiro e um ex-gestor de Wall Street. A sociedade norte-americana torna-se, assim, no principal credor do Herdade da Comporta - Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado (FEIIF).

O empecilho Rioforte

A operação pode, todavia, revelar-se morosa e complexa, tendo em conta que a Rioforte, acionista principal com 57%, está em processo de insolvência no Tribunal do Luxemburgo.

Quando no verão passado o FEIIF entrou em incumprimento, a CGD negociou a extensão da hipoteca à totalidade dos ativos do fundo e decidiu colocar o crédito à venda, para transformar em liquidez um financiamento que demorará anos a recuperar. 

A Herdade da Comporta, na costa alentejana entre os concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, ocupa 12.500 hectares de terrenos e é conhecida como a maior propriedade privada de Portugal.

Mas a maior parte da área (80%) está ocupada por floresta e zonas agrícolas. A área de desenvolvimento turístico, detida pelo fundo, ocupa menos de mil hectares e está avaliada em 255 milhões de euros.