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Cavaco. "Intriga e polémica político-partidária não criam um único emprego"

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FOTO RUI DUARTE SILVA

Para o presidente da República, a prioridade dos agentes políticos deve ser o combate à pobreza e ao desemprego. Empenhado em "dar visibilidade aos bons exemplos", Cavaco Silva, que andou entre Barcelos e Famalicão, terminou a jornada dedicada ao têxtil com a condecoração de seis empresários.

Margarida Cardoso (texto) Rui Duarte Silva (fotos)

O presidente da República, Cavaco Silva, quer ver Portugal valorizar os "bons exemplos" e "os casos de sucesso" e está decidido a continuar a "difundir a evolução positiva da economia portuguesa".

Talvez por isso, passou um dia rodeado por jornalistas sem dar oportunidade a questões sobre o caso BES, a lista VIP ou outros temas da atualidade nacional. Afinal, "a intriga e a polémica político-partidária não criam um único emprego", disse na intervenção que encerrou uma jornada presidencial de homenagem à indústria têxtil, com visitas às empresas Impetus, Scoop e Riopele, e aos centros tecnológicos CeNTI e CITEVE.

Fugindo ao guião do discurso previamente distribuído aos jornalistas, Cavaco Silva salientou as palavras recentes do secretário-geral da OCDE, que antecipou a possibilidade da economia portuguesa crescer 2% este ano, para apontar o dedo a quem tentou esconder esta previsão.

Cavaco Silva falou mesmo de "um incómodo incompreensível" de alguns sectores perante os dados publicados nos últimos dias, por instituições credíveis e independentes, coincidentes em apontar para "uma recuperação da economia mais acentuada do que o previsto".

 

FOTO RUI DUARTE SILVA

Um caminho com medalhas  Cavado diz que prefere seguir outro caminho: "dar visibilidade aos bons exemplos" e ficar do lado dos que ajudam a divulgar as notícias positivas da economia portuguesa e da economia europeia. Acredita que esta é uma atitude fundamental para "reforçar o clima de confiança que conduzirá a um aumento da produção e da exportação das empresas".

Já "a intriga e a polémica político-partidária não criam um único emprego", sustentou.

Numa jornada dedicada a conhecer e a mostrar exatamente "bons exemplos" do sector têxtil, no âmbito do roteiro presidencial para uma Economia Dinâmica, Cavaco Silva andou entre Barcelos e Famalicão. Sublinhou que depois das dificuldades recentes, os têxteis estão a dar a volta, a crescer e a ajudar a economia portuguesa e decidiu "prestar tributo a todos os industriais do sector". 

Para fazer essa homenagem, condecorou seis empresários com as insígnias de comendador da Ordem de Mérito Industrial:  Alberto Figueiredo, da Impetus, Ana Sousa, da Flor da Moda, José Vilas Boas Ferreira, do grupo Valerius, Maria da Conceição Martins Dias, do grupo Dias Têxtil, Mário Jorge Machado, da Estamparia Têxtil Adalberto Pinto da Silva, e Sérgio Neto, da Petrotex.

FOTO RUI DUARTE SILVA