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Carlos Costa: "Nunca vimos os anexos da garantia soberana angolana"

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FOTO Tiago Miranda

O governador do Banco de Portugal afirmou aos deputados que a 27 de julho de 2014 ficou a saber que ia haver uma reestruturação no BES Angola por decisão do Banco Nacional de Angola e que nunca viu a garantia. Ate à notícia do Expresso "não sabiamos o que se passava em Angola".

Anabela Campos e Isabel Vicente

O governador do Banco de Portugal (BdP) considera que a retirada da garantia soberana angolana ao BES não esteve relacionada com o que estava a passar-se com o banco em Portugal. "Não houve nexo de causalidade quanto à reestruturação imposta pelo Banco Nacional de Angola (BNA) ao BES Angola (BESA) e a medida de resolução que foi aplicada".

Disse ainda que o BdP nunca viu o anexo I e II da garantia soberana do Estado angolano porque a informação ou era trocada pelo BNA com o BdP ou com o BESA e, neste caso, foi com o BESA.

Carlos Costa afirma que a 27 de julho o BNA determinou a reestruturação e saneamento do BESA e que seriam retiradas da garantia soberana algumas operações de crédito. Referiu mesmo "não houve nexo de causalidade entre a medida de resolução e a queda da garantia soberana".

E confirma que a 1 de agosto de 2014 "recebemos a carta" que o BNA tinha enviado ao BESA. Mas só a 4 de agosto após intervenção no BES, o BdP recebe uma carta do BNA a informar que este ia proceder à nomeação de administradores provisórios no BESA".  

O governador afirmou ainda que até "à publicação do artigo no jornal Expresso (a 7 de junho de 2014) sobre os créditos não sabiamos o que se passava em Angola". E, adianta, "saiu logo um pedido para o BNA". Depois disso, adianta, numa reunião em Basileia" tomei conhecimento que era intenção do BNA proceder a uma inspeção e à nomeação de dois administradores".