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Economia

Cancelada greve nos hiper e supermercados

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A Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços desconvocou a greve marcada para a véspera de Natal nos hiper e supermercados.

A Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio, Escritórios e Serviços (FEPCES) cancelou a greve marcada para a véspera de Natal nos hiper e supermercados e outros espaços de comércio moderno, refere o sindicato na sua página da internet. 

 

"Face à posição expressa, especialmente, das empresas que estão a comunicar aos trabalhadores que a proposta da Associação Patronal (APED) é retirada e à posição já expressa pela APED, em particular na reunião informal hoje mesmo realizada, o CESP/FEPCES retira o Pré-Aviso de Greve para 24 de Dezembro, na Grande Distribuição, na convicção que não vão para a frente as 12 horas/dia e as 60 horas por semana fixadas de véspera", lê-se naquela página. 



O sindicato acrescenta que "estão reunidas as condições para prosseguir as negociações" sobre a actualização dos salários e congratula-se com a "mobilização e organização" dos trabalhadores que considera terem sido "determinantes" para inviabilizar o modelo de "flexi-segurança à portuguesa", que pretendia aumentar as 40 horas de trabalho semanais para as 60 horas. 



Mais horas de trabalho semanais

APED e FEPCES estão em desacordo quanto à proposta da associação de aumentar o número de horas semanais de trabalho flexível para o máximo previsto no actual Código de Trabalho, que possibilita acrescentar mais quatro horas às oito horas diárias, até a um máximo de 60 horas semanais.  

 

O presidente da APED, Vicente Dias, em declarações à Lusa, explicou não ter havido hoje qualquer reunião entre a APED e o sindicato, tal como a associação tinha anunciado em comunicado. 

 

"Apesar da reunião ter sido cancelada, os membros da FEPCES deslocaram-se na mesma à sede da APED e, apenas por uma questão de cortesia, foram recebidos num encontro muito breve", afirmou Vicente Dias.  

Reunião cancelada

A APED cancelou hoje a reunião com a FEPCES, a quarta desde que em Outubro começou a negociar a revisão do acordo colectivo de trabalho, justificando não existirem as "condições necessárias" para retomar as conversações enquanto a greve não fosse desconvocada. 

 

O presidente da APED classificou a greve como uma medida "injustificável" e "inútil", defendendo que o sindicato "deve olhar para a empresa de uma forma global".