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Caixabank mantém preço da OPA e descarta fusão com BCP

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O diretor-executivo e o presidente do Caixabank, Gonzalo Gortazar e Isidre Faine, na recente apresentação de resultados do banco catalão

JOSEP LAGO/AFP/Getty Images

Caixabank considera o valor da OPA justo. O BPI está a cotar 15% acima do preço oferecido.

Um dia depois do conselho de administração do BPI ter concluído que o preço oferecido era muito baixo, o Caixabank espanhol reafirma esta manhã  a intenção de avançar com a Oferta Pública de Aquisição (OPA) ao preço de 1,329 euros por acção. 

O banco cartalão considera este valor "adequado" e recusa avaliar uma "eventual fusão" daquele banco com o BCP.

"O CaixaBank, sempre com o máximo respeito por todas as opiniões dos acionistas do BPI e do seu conselho de administração, considera que o preço da sua oferta é adequado e que o seu projeto é benéfico para o BPI e para os seus acionistas", escreve o banco em comunicado enviado aos reguladores de Espanha e Portugal.

Por outro lado, o CaixaBank "manifesta que, no atual contexto, não pode avaliar uma eventual fusão entre o BPI e o BCP, cujos termos não foram todavia propostos". O Caixabank detém 44% do BPI e numa eventual fusão ficaria com a sua posição diluída, sem capacidade para influenciar a vida do novo banco.

A proposta de consolidação surgia de Isabel dos Santos (com 18% do BPI), como resposta à OPA do Caixabank.

Esta quinta-feira, o conselho de administração do BPI concluiu que o preço da OPA lançada pelo CaixaBank "não reflete o valor atual" do banco e não partilha com os acionistas as sinergias anunciadas. O valor atual é 2,04, mas incorporando as sinergias decorrentes da integração do BPI  subia para 2,26 euros.

Uma vez terminada a oferta, "o CaixaBank avaliará o seu resultado e a situação do BPI, com a intenção de contribuir para encontrar as melhores alternativas para o BPI e para os seus acionistas", conclui o Caixabank.

É já claro que nem Isabel dos Santos nem o núcleo português (10% do BPI) o que condena ao fracasso a OPA catalã. Na bolsa, a valorização já esmorece (cota a 1,51%), valorizando 4% - mas já esteve a subir 6%.