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"Buraco" no BESA só foi descoberto nas férias de verão de 2013, ironiza Sobrinho

Álvaro Sobrinho, o ex-presidente do BES Angola, ironiza, dizendo que considera curioso que os problemas do banco tenham sido encontrados no período de férias, de julho a setembro de 2013, depois de 12 anos em que tudo esteve bem.

Anabela Campos e Isabel Vicente

"Somos todos incompetentes, os auditores, as autoridades de supervisão. Descobriu-se em dois ou três meses o que não se descobriu em vários anos", disse, questionado pelo deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim.

O gestor sublinha ainda que a KPMG Angola nunca colocou reservas às contas do BESA, pelo menos tendo em conta as regras contabílisticas internacionais.  

Em resposta a uma outra questão, sobre as razões para o seu afastamento, Sobrinho diz que Ricciardi não lhe pediu apoio e admite ter sido afastado pelos acionistas angolanos.

"O Dr Ricardo Salgado explicou-o aqui e a única coisa que sublinho é exatamente o que ele disse, sobre ter sido contactado por pessoas de Angola que pediram o meu afastamento. Haveria também clientes portugueses que se queixavam de não me conseguir falar, sinais de que estaria mais ausente do banco. Estas foram as razões fundamentais que apresentou para a minha não recondução", recordou Álvaro Sobrinho.