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BPN escondeu operação virtual e Banco Insular durante anos

Banco Insular, processos na PGR e contra-ordenações do BdP concorreram para acelerar o processo. Só o banco de Cabo Verde e operações virtuais descobertas, recentemente, somam prejuízos de 360 milhões de euros entre os 700 milhões apurados.

O Banco Insular, uma instituição do BPN em Cabo Verde, que o banco encobriu ás autoridades de supervisão bancária durante quase seis anos, mas que foi adquirida em 2002, como já havido noticiado o Expresso há três semanas, só em Junho foi assumida pelo grupo como sua. o banco de Portugal há muito que andava no seu trilho mas as respostas nunca foram dadas pela administração de José Oliveira e Costa, segundo diz o governador do Banco de Portugal,. Isso só veio a acontecer durante a administração interina de Abdool Vakil, quando Oliveira e Costa saiu do BPN no início do ano. "Mais surpreendente foi a revelação por carta na altura enviada segundo a qual se descobriu um conjunto de créditos e activos que não estavam registados em nenhuma entidades do grupo", afirmou Vítor Constâncio. "Tratavam-se de operações clandestinas no valor de centenas de milhares de euros". Eram activos deteriorados o que constituiu na altura da revelação, em meados do ano, um problema acrescido para a instituição. adiantou o Governador do Banco de Portugal. Em, Março o BPN ainda apresentava rácios aceitáveis, embora próximos dos mínimos exigíveis, mas depois de descoberta esta informação, "mandámos integrar essa realidade nas contas do grupo". Vítor Constâncio referia-se não só à operação do Banco Insular como à conta virtual, a tal operação clandestina. A somar a estas descobertas surgem vários processos de contra-ordenação, seis até ao momento, e as denúncias reportadas pelo banco de Portugal à Procuradoria-Geral da República que consubstanciam crimes. Questionado sobre porque razão o Banco de Portugal não teve conhecimento desta situação no passado Vítor Constâncio afirmou que: "Quando há fraudes ao nível do topo, estas coisas infelizmente são susceptíveis de acontecer". Reafirmando que "não há sistemas de supervisão infalíveis". Referiu também que o Banco de Portugal "não tem em cursos investigações novas, nem indícios de operações semelhantes às que encontrou no BPN".

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