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BPI. Isabel dos Santos usa desblindagem de estatutos

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Aditamento à Assembleia Geral permite à investidora angolana por ponto final na OPA lançada pelos espanhóis do CaixaBank.

Há um aditamento à convocatória da Assembleia Geral do BPI, marcada para 29 de Abril, que pode permitir à empresária angolana Isabel dos Santo colocar um ponto final na OPA lançada pelos espanhóis do CaixaBank sobre o BPI.

Um comunicado enviado à CMVM, quinta feira à noite, explica que a Santoro, de Isabel dos Santos, quer que os acionistas decidam já a 29 de abril sobre a desblindagem de estatutos do banco, uma das condições impostas na oferta pública de aquisição dos espanhóis.

É uma forma de a empresária acelerar o desfecho da OPA, já que Isabel dos Santos tem dado indicações de que é contra esta operação e tem poder para chumbar sozinha a desblindagem de estatutos com a posição de 18,6% que detém no BPI.

Segundo a holding da empresária, "é a AG que compete deliberar sobre a aprovação ou não da alteração estatutária", pelo que a decisão é, agora, colocada nas mãos dos acionistas com um objetivo declarado: que a OPA "não se protele indefinida e injustificadamente no tempo" e seja "resolvida de forma tão célere quanto possível a bem do restabelecimento do normal funcionamento" do banco.

Mário Silva, presidente da Santoro, justifica a medida com o facto do BPI estar a ser alvo de uma OPA e ter a sua administração condicionada, "designadamente no contexto de processos de consolidação em curso ou  a iniciar", numa altura em que o banco liderado por Fernando Ulrich ficou fora do processo de aquisição do Novo Banco, tem uma proposta de Isabel dos Santos para estudar uma fusão com o BCP e, por imposição do Banco Central Europeu, precisa de reduzir a exposição a Angola.