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Bolsas portuguesa e grega contrariam Europa positiva

O PSI-20 fechou com a maior queda da Europa ao perder mais de 3%, com a banca e o setor energético a pressionar.                 

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, encerrou hoje a perder 3,17% para os 7557,36 pontos, sendo a única bolsa, a par da bolsa grega, que regista perdas face a uma Europa positiva.  

 

Este é o maior recuo desde 4 de fevereiro, quando o PSI 20 caiu quase 5%, a 12ª maior queda da história da bolsa nacional. 

 

Dos 20 títulos que compõem o PSI 20, 19 registaram quedas e apenas a Portucel conseguiu ganhar valor, com a banca e o setor energético a pressionar o índice numa sessão de forte liquidez em que trocaram de mãos quase 100 milhões de ações, no valor de 244 milhões de euros. 

 

Os analistas hoje contactados pela agência Lusa justificam a forte descida da praça portuguesa com os receios dos investidores internacionais de que Portugal seja contagiado pelos problemas que afetam as contas públicas da Grécia, ilustrando esta ideia com a subida contínua dos juros da dívida portuguesa nas últimas sessões. 

EDPR liderou quedas 

A EDP Renováveis foi a cotada que mais caiu, a desvalorizar 4,10% para 5,12 euros. Nem a assinatura de contrato hoje entre a empresa e a Vestas Wind Systems para o fornecimento de turbinas eólicas de grande escala que vão gerar 2,1 GW de capacidade eólica fizeram inverter a tendência negativa da empresa. 

 

A Ren desvalorizou 3,63% para 2,71 euros, enquanto a Galp caiu 2,95% para 12,33 euros.

Sector financeiro no vermelho

A banca também esteve em destaque pela negativa, refletindo o aumento dos custos de financiamento que as instituições financeiras portuguesas terão de enfrentar nos mercados internacionais, na sequência do aumento de juros da dívida portuguesa. 

 

O BCP foi o segundo título que mais perdeu valor, recuando 3,97% para 0,73 euros. O BES perdeu 3,32% para 3,50 euros e o BPI perdeu 3,09% para 1,76 euros. 

 

O peso pesado Portugal Telecom sofreu perdas de 3,03% para 8,00 euros. 

 

Lisboa foi a única entre as principais bolsas europeias que fechou no vermelho, superando até a Grécia, que fechou a perder 2,9% no dia em que a chanceler alemã, Ângela Merkel, exigiu medidas mais duras ao executivo helénico para dar luz verde ao pacote de ajuda comunitário. 

 

A praça de Frankfurt foi a que mais ganhou na Europa, fechando a ganhar 1,25 por cento, seguida de Paris, a subir 1,11%, e de Londres, que valorizou 0,53%. Depois de várias oscilações ao longo do dia, Madrid conseguiu fechar em terreno positivo, a subir 0,19%.   



O índice Dow Jones 50 ganhou 1,08% para 2 657,11 pontos, enquanto

o índice Euronext 188 subiu 0,80% para 706,76 pontos. 

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***