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Bolsa de Atenas em derrocada antes de terceira volta das presidenciais

O Índice bolsista grego está a cair mais de 7% a menos de duas horas de se saber se há eleições legislativas antecipadas. O Parlamento realiza esta segunda-feira de manhã a terceira volta das eleições presidenciais.

O índice da Bolsa de Atenas está a cair mais de 7% às 9h (hora de Lisboa, 11 horas em Atenas). Daqui a menos de duas horas se saberá se a Grécia vai para eleições legislativas antecipadas a 25 de janeiro ou 1 de fevereiro, ou se o candidato presidencial único Stavros Dimas, apresentado pelo governo conservador-socialista, obtém os 180 votos em 300 deputados para tomar o lugar de Karolos Papoulias, de 85 anos, em março de 2015. Nas duas voltas anteriores realizadas a 17 e 23 de dezembro, Dimas obteve apenas 160 e 168 votos respetivamente.

As yields das obrigações gregas a 10 anos estão a subir no mercado secundário. Fecharam em 8,56% na sexta-feira passada e registam, agora, 8,63%. A trajetória na abertura desta segunda-feira é de subida.

No fim-de-semana, o ministro das Finanças grego Gikas Hardouvelis ameaçou os deputados avisando que o Banco Central Europeu poderá retaliar, cortando o financiamento aos bancos "em uma fração de segundo". O primeiro-ministro Antonis Samaras voltou a apelar ao voto a favor por parte de deputados fora das duas bancadas - Nova Democracia e PASOK - que apoiam a coligação. Voltou a oferecer a entrada numa governo remodelado e eleições legislativas antecipadas antes do final de 2015 em vez de em julho de 2016, quando termina a legislatura.

No caso de eleições legislativas antecipadas no início de 2015, uma sondagem do instituto ALCO publicada no sábado dava a vitória ao principal partido de Oposição, Syriza, com 28,3% dos votos contra 25% para a Nova Democracia de Samaras. O partido que tiver mais votos ganhará um bónus de 50 lugares no Parlamento.

O académico Euclid Tsakalotos, professor de Economia e deputado do Syriza, em entrevista ao Expresso na semana passada reafirmou que a probabilidade da Grécia sair do euro é muito baixa, no que coincide com a Moody's que considera que esse risco - então denominado de Grexit (Greece + exit) - é inferior ao registado em 2011.