Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

BIAL já submeteu o segundo fármaco português para aprovação

  • 333

Grupo português apresentou hoje em França resultados positivos do Opicapone, o novo medicamento para doentes com Parkinson.

A Bial já apresentou às autoridades europeias o pedido de autorização para introduzir no mercado o segundo medicamento português, o Opicapone, destinado a doentes com Parkinson e aguarda, agora, luz verde, da Agência Europeia do Medicamento.

O grupo liderado por António Portela apresentou também, hoje, resultados positivos de um ensaio clínico com este medicamento durante uma conferência internacional dedicada às doenças de Alzheimer e Parkinson, na cidade francesa de Nice.

O novo fármaco, o segundo produto de investigação BIAL submetido para aprovação à Agência Europeia do Medicamento,  é apresentado como um novo inibidor COMT para uso como terapia adjuvante da levodopa em doentes de Parkinson e já envolveu um investimento de 200 milhões de euros.

De acordo com o estudo agora apresentado, a toma diária de 50 mg do novo medicamento levou a uma diminuição de duas horas do "período off-time", que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes e foi considerado "seguro e bem tolerado", informa a farmacêutica em comunicado.

Novos projetos

Em 2009, a Bial lançou o Zebinix, o primeiro medicamento português, destinado ao tratamento da epilepsia, e já comercializado à escala global.

Em 2013, o grupo anunciou que tinha decidido adiar por dois anos a produção do novo medicamento para Parkinson devido aos cortes sucessivos nos preços dos medicamentos, e, consequentemente, nas margens de lucro da empresa.

Fundada em 1924, na Trofa, a Bial tem uma equipa de 900 colaboradores, que integra 120 investigadores, investe mais de 20% do seu volume de negócio em I&D  e está a trabalhar no desenvolvimento de mais moléculas na área do sistema nervoso central e na área cardiovascular. Nos projetos da empresa cabe, também, o desenvolvimento clínico do seu antiepilético Zebinix/Aptiom, para utilização como monoterapia e em pediatria e um novo tratamento para a doença de Parkinson.

Quanto ao Opicapone, "vem oferecer uma nova esperança para médicos e pacientes. Estamos orgulhosos da estratégia de longo prazo que implementamos, focada na Investigação e Desenvolvimento, e no programa de inovação terapêutica que permitiu desenvolver a nova terapida", comenta o CEO da Bial, António Portela, sobre o novo medicamento.