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BESI, uma "porta de entrada" para os chineses em mercados emergentes

Presidente do Banco Espírito Santo Investimento informa colaboradores da venda à Haitong Internacional. A "lógica" da transação é "gerar fortes sinergias e de primeira linha", lê-se na carta a que o Expresso teve acesso. 

Num email, em inglês, enviado aos funcionários do Banco Espírito Santo Investimento e a que o Expresso teve acesso, José Maria Ricciardi, presidente do BESI informa, em seu nome e da Comissão Executiva, que o Novo Banco procedeu ao contrato de venda e compra com a Haitong Internacional, fundada em 1988 e com sede em Xangai, relativa ao BESI.

A aquisição de 100% do capital social do BESI é a primeira realizada por um banco de investimento chinês  e valores mobiliários - "o segundo maior do país" -  de um banco de investimento europeu, sublinha a carta.

A Haitong Internacional tem subsidiárias em Xangai, Hong Kong, Tóquio e Singapura. Conta com mais de 8000 funcionários e ativos totais superiores a 45 biliões de dólares (36 mil milhões de euros). Trata-se uma sociedade cotada nas bolsas de Xangai e Hong-Kong, com uma capitalização de cerca de 30 biliões de dólares (24 mil milhões de euros). 

"O BESI manterá o seu foco em mercados de capitais, valores mobiliários e de banca de investimento", diz Ricciardi na carta.

A "lógica" da transação: "gerar fortes sinergias e de primeira linha" ao "combinar o conhecimento de mercado do BESI e a sua expansão multiregional com a massa crítica da Haitong no Extremo Oriente". O BESI possui a valia da "complementariedade", por "ser porta de entrada a mercados em crescimento com ligações estratégicas ecónomicas" para a China e extremo oriente, nomeadamente na Europa, América Latina, África e Índia".

"O BESI vai ajudar a conectar empresas e investidores chineses e asiáticos a mercados desenvolvidos e de uma série de mercados emergentes onde tem uma presença local", refere na carta. As duas entidades irão "oferecer aos seus clientes um único ponto de entrada para explorar oportunidades transfronteiriças nos mercados de capitais, valores mobiliários e de banco de investimento, beneficiando dos fluxos financeiros entre essas regiões".

José Maria Ricciardi, que deixa aos funcionários "uma palavra de agradecimento pela dedicação", sustenta que a "combinação"com o grupo chinês "irá reforçar não só as nossas capacidades", bem como será um "acelerador" das ambições da Haitong: "criar um banco de investimento internacional, com uma marca global e uma forte presença tanto nos mercados desenvolvidos como nos emergentes". 

A administração do Novo Banco comunicou à CMVM na manhã desta segunda-feira a venda da totalidade do BESI à Haitong Internacional por 379 milhões de euros.

LEIA AQUI A CARTA