Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

BES. Ministério Público já recebeu relatório forense e promete investigar tudo

  • 333

FOTO JOSÉ CARIA

A Procuradoria-geral da República garante que vai analisar todos os indícios de eventuais crimes na gestão de Ricardo Salgado no BES, após ter recebido a auditoria forense realizada ao banco.

O Banco de Portugal (BdP) já enviou para o Ministério Público a auditoria forense realizada ao BES, que conclui que a liderança de Ricardo Salgado desobedeceu ao supervisor e praticou atos de gestão danosa. A Procuradoria-geral da República garante que vai analisar todos os indícios de eventuais crimes.

"Confirma-se a receção da referida documentação na Procuradoria-geral da República, tendo a mesma sido remetida ao DCIAP", diz ao Expresso uma fonte da PGR.



A mesma fonte sublinha que a Procuradoria está a cooperar com o Banco de Portugal e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários neste caso. "Dada a matéria que está em causa, a equipa que investiga os processos relacionados com o denominado universo Espírito Santo trabalha em estreita colaboração com as entidades reguladoras, como o Banco de Portugal e a CMVM", afirma a fonte.

Salientando que os inquéritos que dizem respeito ao caso BES se encontram em segredo de justiça, a PGR garante porém que todos os indícios de eventuais crimes estão a ser analisados com vista à adoção dos procedimentos legais.

"O Ministério Público tem recebido das entidades reguladoras documentação e informações várias que são objeto de análise com vista à adoção, no âmbito das suas competências, dos procedimentos legalmente previstos. Todos os casos em que existe queixa ou indiciação de factos suscetíveis de integrar crimes são objeto de investigação", acrescenta a fonte da PGR.

De acordo com o relatório da auditoria forense ao BES, conhecido esta madrugada, a gestão de Ricardo Salgado desobedeceu a determinações do Banco de Portugal "21 vezes entre dezembro de 2013 e julho de 2014."

O relatório, contém na opinião do regulador sinais de vários crimes, pelo que o mesmo foi de imediato enviado para a Procuradoria-geral da República. Esta ação decorre da obrigação legal de comunicar qualquer indício às autoridades.

 

[Notícia atualizada às 12h50]