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BES investigado por lavagem de dinheiro em Miami e ligações a Kadhafi

"Wall Street Journal" avança que a sucursal de Miami é suspeita de favorecer empresário venezuelano que era um dos melhores clientes do BES.

O Banco Espírito Santo (BES) está a ser investigado em Nova Iorque, numa ação que envolve procuradores e um juiz federal, por suspeitas de a sua sucursal em Miami ter sido usada para lavagem de dinheiro de um empresário venezuelano que era um dos seus maiores clientes - avança o "Wall Street Journal" na sua edição desta segunda-feira.

Segundo o "Wall Street Journal", as suspeitas de lavagem de dinheiro em sucursais do BES estendem-se a vários países.

Também o Aman Bank na Líbia, detido pelo banco português em 40%, terá funcionado para ajudar Kadhafi e o seu círculo mais próximo a pôr dinheiro fora do país desde o início de 2011, altura em que espoletou a rebelião que terminou com o regime do ditador.

Na Suíça decorrem também, desde setembro, investigações às operações do grupo Espírito Santo por suspeitas de lavagem de dinheiro, lembra o diário norte-americano. 

O "Wall Street Journal" refere ainda que, na quinta-feira da semana passada, o Ministério Público português fez várias buscas: à sede do Novo Banco e ao BES (o 'banco mau') e a vários casas particulares e escritórios de membros da família e quadros superiores do banco, entre os quais Ricardo Salgado, ex-presidente do BES. 

Sobre estas buscas da semana passada, a Procuradoria-Geral da República veio dizer que estão relacionadas com "suspeitas de crime de burla qualificada, abuso de confiança, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal".