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BES emprestava dinheiro a acionistas

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A auditoria forense ao BES foi entregue esta quarta-feira aos deputados. o ex-presidente Ricardo Salgado foi ouvido no Parlamento a 9 de dezembro

FOTO José Caria

O BES financiou vários acionistas com partidipações relevantes, violando regras. O dinheiro servia para quê?

Pedro Santos Guerreiro e Filipe Santos Costa

Foram vários os acionistas do Banco Espírito Santo com participação qualificada que obtiveram financiamentos do banco em violação das regras ditadas pelo Banco de Portugal.

Não é claro para que servia o dinheiro, mas desde muito cedo que suspeita que o BES tenha financiado o Grupo Espírito Santo para várias operações, incluindo aumentos de capital do BES.  

São revelações confirmadas na auditoria forense ao Banco Espírito Santo, que acaba de ser entregue aos deputados da Assembleia da República, e que era aguardada com expectativa. A auditoria forense, recorde-se pode ser usada para apuramento de indícios potencialmente criminais, caso a Procuradoria Geral da República o entenda.

Esta é uma das conclusões retiradas na auditoria forense ao Banco Espírito Santo, a que o Expresso teve entretanto acesso, depois das primeiras notícias sobre o documento terem sido relevadas pelo Negócios.

A auditoria forense ao BES em causa foi encomendada pelo Banco de Portugal com o objetivo de "analisar a existência de evidência de prática de atos por parte do BES e/ou da ESFG que possam ser considerados contrários à estratégia definida pelos supervisor nessas determinações, no sentido de assegurar a redução substancial e efetiva dos riscos decorrentes da exposição direta e indireta a entidades do ramo não financeira do Grupo Espírito Santo".

A auditoria foi realizada pela Deloitte mas o relatório entregue pelo Banco de Portugal na Comissão Parlamentar de Inquérito inclui também um anexo realizado pela sociedade de advogados Rebelo de Sousa & Associados com "uma análise do potencial enquadramento jurídico das situações identificadas".