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Bernanke tirou o tapete à Europa

O Banco Central Europeu poderá reagir mais cedo do que previa à mudança de estratégia da Reserva Federal norte-americana anunciada pelo seu presidente Ben Bernanke.

João Silvestre e Jorge Nascimento Rodrigues

A tempestade começou em Washington na semana passada. Ben Bernanke anunciou que a injeção de estímulos abrandará ainda este ano, será descontinuada em meados de 2014 e que o começo da subida da taxa diretora - que está a zero desde 2008 - poderá iniciar-se no ano seguinte.

As declarações do presidente da Fed convergiram com as reflexões realizadas, na mesma semana, no 13º Fórum sobre Gestão da Dívida Pública realizado na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) e receberam, depois, a 'carta de conforto' do relatório anual do Banco de Pagamentos Internacionais. Para a Europa, qualquer perturbação vinda do outro lado do Atlântico não é boa notícia.

"Se os EUA endurecerem a política monetária, isso poderá ser um gatilho para um aprofundamento da crise na zona euro. Mas tal aprofundamento ocorreria mais cedo ou mais tarde", independentemente do 'fósforo' lançado por Bernanke, afirma Uwe Bott, um consultor financeiro em Nova Iorque, colaborador do "The Globalist".

Leia mais na edição deste sábado do Expresso.