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BdP quer concluir até 2016 investigações aos ilícitos no BES/GES

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Tiago Miranda

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, afirma que já foram enviados para o Ministério Público vários indícios de crime no âmbito do processo aberto no caso do BES e do Grupo Espírito Santo. Alegados ilícitos praticados pelo BES e o GES e por alguns dos seus órgão sociais.

Anabela Campos e Isabel Vicente

A auditoria pedido pelo Banco de Portugal (BdP) à Deloitte aponta para a existência de "ilícitos levados a acabo pelo grupo Espírito Santo e do BES ou membros dos seus órgãos sociais", afirmou Carlos Costa, governador do banco central, na sua intervenção desta tarde na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BES/GES.

O BdP espera ter as investigações em curso concluídas entre o final de 2015 e o início de 2016, avançou o governador. E, adiantou, o banco central já enviou para a Procuradoria Geral da República vários indícios de relevância criminal. 

"As conclusões apontam para a existência de indícios de violação do termos do ring fencing [separação entre o banco e as empresas do grupo], com impacto no valor patrimonial, feitas com intenção deliberada de alguns membros do conselho de administração do BES", esclareceu Carlos Costa. "Há fortes indícios de actos de gestão ruinosa em detrimento dos clientes do BES", prosseguiu.

As investigações em curso pelo Banco de Portugal são, enumerou Carlos Costa: o incumprimento das determinações estabelecidas no "ring fencing", que impedia o BES de financiar o GES; a avaliação das regras de controlo interno do BES e a holding Espírito Santo Financial Group, com o BES Angola; e as relações da Eurofin e as respectivas ligações a Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, e o GES.

Em relação à auditoria ao BES Angola, Carlos Costa sublinhou a existência: deficiente controlo interno do BES, deficiente controlo interno do BESA e ausência de mecanismos de controlo de branqueamento de capital e de financiamento de terrorismo.