Barão capitalista britânico dá prémio a quem inventar "saída ordenada" do euro
Simon Wolfson, dono da Next, cadeia retalhista de moda, vai atribuir um prémio de 290 mil euros ao economista que apresentar até 31 de janeiro a melhor proposta de como um ou vários membros da zona euro poderão "sair ordenadamente" da moeda única.
O atual dono da cadeia retalhista britânica Next, Simon Wolfson, está irritado com a crise da zona euro, pelo que decidiu criar um Prémio de Economia Wolfson de cerca de €290 mil (250 mil libras) para o economista que surgir com uma proposta de "saída ordenada" de um ou mais membros da zona euro.
Simon Wolfson, de 43 anos, que é filho do fundador da Next, e que dá pelo título de Lorde Wolfson, Barão de Aspley Guise, tem as inscrições abertas para o Prémio até 31 de janeiro. Os interessados poderão consultar as regras no link seguinte: http://www.policyexchange.org.uk/pages/wolfsoneconomicsprize.cgi
Curiosamente as regras estão disponíveis em sete línguas: inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, grego e chinês. Sim, o leitor leu bem, em chinês também, e certamente notou que falta o português (o que pode ser sinal de que, nas contas do Barão, Portugal pode não ser candidato à saída).
O júri é formado pelo britânico Derek Scott, que preside, ex-conselheiro do primeiro-ministro Tony Blair, pelo alemão Manfred Neumann, professor de Economia da Universidade de Bona, pelo britânico Charles Goodhart, Professor de Finanças da London School of Economics, pelo francês Jean-Jacques Rosa, Professor de Economia e Finanças da Universidade Sciences Po, de Paris, e ex-membro do conselho de análise económica do ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin, e pelo italiano Francesco Giavazzi, Professor de Economia da Universidade Bocconi, de Milão, e ex-conselheiro de Mario Monti, atual primeiro-ministro italiano e ex-presidente da Comissão Europeia.
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