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Banco Finantia duplica lucros. Em 2014, ganhou 11,9 milhões

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Banco Finantia fechou 2014 com um lucro de 11,9 milhões de euros, quase o dobro do registado no ano anterior.

O Banco Finantia obteve um lucro líquido consolidado de 11,9 milhões de euros em 2014, um valor que quase duplica os 6,3 milhões obtidos em 2013.

O produto bancário aumentou para 101 milhões de euros (89 milhões em 2013), beneficiando "do aumento dos resultados em comissões e outros proveitos de 9,4 milhões para 14,8 milhões", refere o banco em comunicado hoje divulgado.

Já os depósitos de clientes atingiram no final de 2014 os 603 milhões de euros, uma subida de 16% face ao valor registado em 2013. Este valor "confirma a tendência positiva verificada nos últimos exercícios, resultado de uma estratégia de alargamento da base de clientes, assente no fortalecimento da sua presença e no aumento da confiança dos clientes no negócio de banca privada", refere o Finantia.

Já os custos operacionais ficaram nos 23 milhões, um corte de 700 mil euros face a 2013. O rácio de eficiência de 23% é " um dos melhores entre os bancos portugueses", refere o comunicado.Os ativos totais consolidados ficaram praticamente inalterados situando-se em  2.226 milhões de euros.

Banco realça solidez 

No comunicado hoje divulgado, o banco sublinha o reforço da sua solidez financeira, com rácios de solvabilidade muito acima dos exigidos pelo banco de Portugal. Por exemplo, o rácio Common Equity Tier 1 (CET1) estava no fim de 2014 nos 18,5%, quando o mínimo exigido é de  7%). Aplicando na totalidade as novas regras prudenciais de Basileia III, sem regime transitório, "o CET1 seria de 19,1% e o rácio total de 20,8%, um dos mais elevados do setor bancário em Portugal", regista o Finantia.

Em 2014, o Banco Finantia manteve o foco estratégico "nos serviços e atividades de apoio às empresas, nomeadamente nas áreas de mercado de capitais, banca de investimento e banca privada". E apresentou "um número recorde de mandatos de assessoria financeira a empresas nacionais e estrangeiras e foi um operador importante na  emissão de empréstimos obrigacionistas para empresas portuguesas".

O aumento dos depósitos e de financiamentos colateralizados  "permitiu reforçar a posição de liquidez do banco e conduziu à redução em 26% do montante utilizado nas operações de refinanciamento junto do BCE", mantendo "um adequado equilíbrio entre as diversas fontes de financiamento.

Com escritórios em Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Brasil, o Finantia tem como principais acionistas a Finantipar SGPS (holding controlada pelo management do banco), o francês Natixis, o russo VTB Capital e sociedade alemã Portigon.

O exercício de 2104 é o último da responsabilidade do anterior equipa executiva, presidida por António Guerreiro. Em janeiro, Guerreiro cedeu o lugar Pedro Perestrelo dos Reis, deixando de acumular a presidência do banco com a da Finantipar.

Os lucros do Finantia confirmam o desempenho positivo dos pequenos bancos do sistema português, contrastando com as perdas volumosas dos gigantes CGD (348 milhões), BCP (218 milhões), Novo Banco (468 milhões) e BPI (161 milhões).