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Banco de Portugal tem de dar "luz verde" a qualquer solução para clientes do Novo Banco

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Presidente do Novo Banco diz que o Banco de Portugal tem de dar o seu "ok" a qualquer solução para os clientes de papel comercial do Grupo Espírito (GES).

"Não posso dizer eureka, arranjei uma solução. Até agora não tive nenhuma proposta que o Banco de Portugal (BdP) tivesse aprovado", afirmou Stock da Cunha na apresentação dos resultados.

O presidente do Novo Bank proferiu esta afirmação durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados financeiros. 

"A exposição ao crédito e as imparidades são problemáticas", admite Stock da Cunha. "Há imparidades relativas a exposição à sucursal do BES no Panamá, porque era uma sucursal do BES que ficou no Novo Banco e foi contabilizada a 100%", acrescenta. As imparidades e provisões são superiores a 600 milhões de euros.

"Não estamos autorizados a fazer tudo o que um banco pode fazer. Gerimos um banco de transição. Estamos condicionados na nossa atividade relativamente a muitas questões estratégicas e quanto à problemática do papel comercial faremos o que não colocar em causa os rácios do banco e a sua solvabilidade", como é exigido pelo BdP no âmbito da intervenção a 3 de agosto.

 

"Quanto melhor for a minha posição de liquidez e solvabilidade e mais enxuto de custo estiver, melhor è para o banco" , diz Eduardo Stock da Cunha relativamente à venda do Novo Banco e a um eventual desconto do preço face aos resultados apresentados. Stock da Cunha diz que não é a sua gestão que tem de estar preocupada com a venda, mas o Banco de Portugal.