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Banco de Portugal revela que rácio de capital do Novo Banco está acima do mínimo exigido

A avaliação do Banco de Portugal aos ativos e passivos transferidos para o Novo Banco depois da resolução que dividiu o BES em dois dá nota de que o rácio do Novo Banco está acima do mínimo exigido pelo supervisor (8%). O trabalho realizado pela PWC envolveu mais de 200 auditores

O Banco de Portugal divulgou que o rácio de fundos próprios principais de nível 1 (common equity tier1- CET1) do Novo Banco se situa nos 9,2% em base consolidada.

No comunicado feito pelo Banco de Portugal explicam-se as necessidades de ajustamento relativas a imparidades, das quais se destacam três tipos de ativos. As imparidades na carteria de crédito consolidada ficaram nos 1204 milhões de euros. No crédito concedido pelo BES ao BES Angola, a imparidade reduziu-se para 2750 milhões de euros, por via da promessa de pagamento de 22% de cerca de 3,3 mil milhões de euros ao Novo Banco. Houve ainda um ajustamento da imparidade relativa à redução do valor de ativos imobiliários de 759 milhões de euros.

 

200 auditores e 30 mil horas a olhar para o Novo Banco

A nota do Banco de Portugal refere ainda que esta avaliação independente foi conduzida pela PwC e envolveu mais de 200 auditores, nomeadamente da rede internacional da auditora onde existem ativos do Novo Banco, nomeadamente Espanha, França, Reino Unido e Brasil, Venezuela e Ilhas Caimão entre outras.

O supervisor deu ainda conta de que foram precisas cerca de 30 mil horas de trabalho.