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Banco de Portugal em contrarrelógio para resolver papel comercial

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Carlos Costa, governador do Banco de Portugal

Alberto Frias

Carlos Costa vai ao Parlamento na próxima terça-feira. Sob fogo em várias frentes, o governador do Banco de Portugal quer uma solução para o problema do papel comercial, de preferência antes da ida à Comissão Parlamentar de Inquérito.

Isabel Vicente e Sónia M. Lourenço

O regresso de Carlos Costa ao Parlamento, na terça-feira, é, a par da audição desta semana de Ricardo Salgado, um dos momentos mais aguardados desta fase final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso BES/GES. Não só porque o governador do Banco de Portugal (BdP) tem sido alvo de muitas acusações como também porque ainda está por resolver a complexa situação dos clientes de retalho do BES que subscreveram papel comercial de entidades do grupo Espírito Santo (GES).

O BdP está a tentar encontrar uma solução para este caso, de forma a que, quando Carlos Costa testemunhar no Parlamento, o problema já possa estar ultrapassado. A Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial (AIEPC) reuniu-se ontem com o Novo Banco para esclarecer questões relacionadas com a reclamação de créditos no Luxemburgo.

Ficou agendada nova reunião para a semana  para abordar outras questões de natureza comercial. Esta semana ficou a saber-se que o banco enviou cartas aos clientes aconselhando-os a reclamar os créditos a que dizem ter direito junto das sociedades que emitiram o papel comercial e que estão em liquidação no Luxemburgo, nomeadamente a ESI, ESFG, ESFIL e Rioforte, informando que o prazo para apresentar as reclamações de créditos era 31 de março.

No entanto, de acordo com o site onde estão os documentos relativos à insolvência daquelas empresas (www.espiritosantoinsolvencies.lu), o prazo foi alargado para 1 de junho nos casos da Rioforte e ESI. 

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