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Até quando aguenta a TAP?

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Com uma greve em mãos, urgência de capital e em vias de ser privatizada, a TAP tem múltiplos desafios pela frente

Gonçalo Rosa da Silva

Com base nas contas de 2014, questionámos economistas sobre a viabilidade da companhia aérea portuguesa

Margarida Fiúza e Pedro Santos Guerreiro

A TAP pode ficar sem dinheiro no verão. Além do prejuízo, a greve dos pilotos pode desequilibrar a tesouraria: a TAP fica sem liquidez para pagar os seus compromissos. A situação é ocasional na empresa - mas não na época alta.

Na prática, a empresa terá, nesse caso, de pedir crédito, aumentando a dívida. "O impacto da greve já começou esta semana, com quebra de número de passageiros, e continuará nas semanas subsequentes", explica uma fonte da empresa.

O impacto depende da adesão à greve, mas além da perda de resultados a administração está preocupada com o desequilíbrio de tesouraria. Até porque um mau verão irá agravar um ano que começou com um mau inverno. "O primeiro trimestre deste ano foi mau, com resultados inferiores a metade dos do ano passado", relata uma fonte do Governo, que sublinha outras pressões sobre a tesouraria. Neste momento, "a TAP gera fluxos de caixa suficientes para suportar os custos operacionais, mas se a greve tiver um impacto elevado e as vendas caírem depois, a empresa fica dependente de apoio bancário", corrobora a fonte da empresa. 

Leia mais na edição deste fim de semana.