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Economia

Até ao fim do ano Governo terá assinado 100 contratos mineiros

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Desde a sua entrada em funções até ao final deste ano, o Governo espera ter assinado mais de 100 contratos no sector extrativo.

Vítor Andrade (www.expresso.pt)

Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, já assinou mais de 80 contratos no sector extrativo desde que tomou posse. No entanto, a sua meta é chegar ao final deste ano com mais de 100 contratos assinados com outros tantos grupos de investidores.

A área mais privelegiada tem sido a das minas, mas o sector extrativo envolve também a pesquisa e explroração de petóleo e gás natural, assim como águas minerais e rochas ornamentais.

Há muitas décadas que não se verificava uma atividade tão intensa no sector extrativo em Portugal, segundo alguns especialistas contactados pelo Expresso. As mesmas fontes garantem que desde a 2ª Guerra Mundial que em Portugal não se apostava tanto nesta área de atividade, onde agora se anunciam investimentos na exploração de ouro, volfrâmio, ferro, zinco, para além do reforço de algumas áreas, nomeadamente no cobre, onde serão investidos 700 milhões de euros nos próximos cinco anos, só nas minas da Somincor, em Castro Verde, no Alentejo.

Minas de norte a sul 

Serão reabertas as minas de ouro de Jales/Gralheira, em Trás-os-Montes - fechadas desde 1992 - e será criada uma mina (a segunda do país) de volfrâmio, em Távora (Tabuaço), para além da mina de ouro a céu aberto que se espera esteja em atividade já em 2013, perto do Escoural, no Alentejo.

Dezenas de intenções de investimento que estavam na gaveta, foram desbloqueadas por Álvaro Santos Pereira, incluindo a exploração de gás natural na costa algarvia, um projeto que tinha tivo o aval do ex-ministro da Economia Manuel Pinho, mas que, logo a seguir, foi travado pelo lóbi do turismo, que temia o impacto negativo desta atividade em certas zonas do Algarve.

A semana passada foi assinado um contrato entre a canadiana Mohave e a Galp, para exploração conjunta de gás e petróleo em Aljubarrota. Um investimento que começa nos 230 milhões de euros, a distribuir pelos próximos cinco anos, mas que poderá ascender aos 800 milhões.

Recorde-se que há duas semanas o Governo apresentou publicamente o plano estratégico para o aproveitamento dos recursos geológicos, um documento considerado "fundamental", pelo Executivo de Passos Coelho, pois pela primeira vez define, entre outras linhas de orientação, a política de dividendos para o Estado, resultante da atividade extrativa território nacional.