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Associação Portuguesa de Bancos diz que só soube da resolução do BES na véspera

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FOTO ANDRÉ KOSTERS / LUSA

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, afirmou na comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao colapso do BES que, segundo o governador do Banco de Portugal e a ministra das Finanças, não era possível avançar para outra solução que não a da intervenção através do Fundo de Resolução.

Faria de Oliveira esclarece, numa intervenção junto dos deputados, que a associação da banca não foi informada da solução que acabou com a intervenção no BES.

O presidente da APB diz mesmo que foi a seu pedido que o Banco de Portugal o recebeu  - dia 2 de agosto, no sábado que antecedeu à intervenção do banco, pelas 9h30. Procurava saber porque tinham as ações do banco sido suspensas na sexta-feira e o que se estava a passar devido às notícias que entretanto tinham saído. 

Uma das preocupações, refere, "era o risco sistémico que poderia estar em causa para o sistema". "Foi-nos dito que o BCE iria retirar o estatuto de contraparte ao BES e que a situação do BES era insustentável", refere Faria de Oliveira. E acrescenta que o Banco de Portugal também disse que tinha de atuar de forma muito rápida, em dois dias. 

Nesse mesmo dia, a 2 de agosto, Faria de Oliveira diz que foi recebido, pelas 22h00, pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, juntamente com os principais bancos. 

Entre as preocupações da banca estava o facto de que o recurso ao Fundo de Resolução, desprovido de fundos significativos, pudesse colocar em causa o resto do sistema, que teria, face ao seu modelo de financiamento, de injetar dinheiro no mesmo.