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António Costa. PS "não tem a menor disponibilidade" para diálogo sobre corte nas pensões

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António Costa participou esta sexta-feira na conferência anual do "Jornal de Negócios"

Lusa

O líder do PS diz que não irá "viabilizar" a continuação das políticas do atual Governo, defendendo a necessidade de se discutirem novas formas de financiamento da Segurança Social, em vez de "continuar a fazer remendos". Executivo anunciou quinta-feira que pretende avançar com novo corte das pensões em 2016.

António Costa confirmou esta quinta-feira que o PS "não tem a menor disponibilidade para qualquer diálogo" com o Governo que vise um novo corte nas pensões. A intervenção do líder do PS decorreu durante a conferência anual do "Jornal de Negócios".  

Em causa está o conjunto de medidas defendidas pelo Governo esta quinta-feira, que inclui a intenção de encontrar uma solução que leve a uma poupança de gastos do Estado com o sistema de pensões de 600 milhões de euros por ano. António Costa considera que esse corte "duplica" a anterior tentativa do Governo de cortar 372 milhões de euros em pensões, inviabilizada pelo Tribunal Constitucional.  

"Não viabilizaremos de forma alguma a persecução destas políticas", afirmou António Costa, afastando uma possibilidade de coligação se essas políticas estiverem em causa. O líder do PS diz ainda que "depois de quatro anos de ajustamento, o resultado prático que o Governo tem a propor é manter cortes".  

"Prosseguir com essa política não terá resultados diferentes." António Costa defendeu uma agenda para a década baseada na "estabilização" de políticas. No entanto, garante que a intenção é "romper" com o caminho do atual Governo, avançando que o programa do PS será conhecido no próximo dia 6 de junho.

O líder do PS diz ainda que o desejo é ter uma "maioria que assegure estabilidade", "aberta ao diálogo com todas as forças políticas".  

Quanto à questão das pensões, diz ser um assunto "fundamental" para reflexão no início da próxima legislatura. "Uma coisa é olhar para a questão de fundo da Segurança Social, outra coisa é continuar a fazer remendos." Costa defende a necessidade de "encontrar novas fontes de financiamento de forma a aumentar a sustentabilidade futura da Segurança Social".   

Sobre medidas concretas, António Costa deixa as respostas para a próxima semana. Na terça-feira será conhecido o cenário macroeconómico, realizado por um grupo de economistas liderado por Mário Centeno. Só então, diz, haverá "a tranquilidade de poder assumir compromissos".