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António Costa: novas medidas de austeridade "são a confissão do impasse"

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Tiago Petinga/Lusa

Líder do PS critica medidas enunciadas quinta-feira pelo Governo, a propósito do Pacto de Estabilidade e do Plano Nacional de Reformas. 

As medidas apresentadas esta quinta-feira pelo Governo de extensão de cortes nas pensões, nos salários públicos e da sobretaxa de IRS são "a confissão do impasse em quer se esgotou este modelo", afirmou esta manhã António Costa, durante a conferência anual do "Jornal de Negócios".  

Numa intervenção lida, o líder do PS referia-se ao modelo "de salários baixos" que tem sido seguido nos últimos anos. E relembrou que o PS irá apresentar na próxima terça-feira o seu próprio cenário macroeconómico, que foi realizado por um grupo de economistas liderado por Mário Centeno.

Recorde-se que, esta quinta-feira, o Governo defendeu um conjunto de medidas que incluem os cortes dos salários dos funcionários públicos de forma progressivamente menor até 2019. E convocou o PS para encontrar uma solução que leve a uma poupança de gastos do Estado com o sistema de pensões de 600 milhões de euros por ano. António Costa não responde assim ao repto. Pelo contrário, defende uma alteração do rumo nas políticas de austeridade. 

Na sua intervenção, António Costa disse ainda que as políticas do atual Governo fizeram o país "perder um tempo precioso", para além de ter levado a "uma quebra brutal do investimento" e aumento do desemprego. 

"É tempo de deixar de desperdiçar recursos", disse o líder do PS, referindo-se aos problemas do mercado de trabalho, em particular os estágios e os empregos precários. Costa sublinhou a necessidade de criar "músculo empresarial" e "recuperar emprego". "Depois da cirurgia, é necessário um programa de fisioterapia para recuperar a autonomia de movimentos", diz. "É preciso enfrentar os bloqueios estruturais do país". 

Em relação às políticas europeias, António Costa defende a necessidade de a Europa "mobilizar todas as armas", em parte para conseguir garantir uma "correção estrutural dos impactos assimétricos do Euro sobre a competitividade das diferentes economias".

[notícia atualizada às 11h40]