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António Borges (FMI) sobre 2º pacote de resgate a Portugal: "Mais dívida não é boa ideia"

O chefe do Departamento Europeu do FMI sublinhou em conferência de imprensa em Washington DC que os portugueses têm de meter na cabeça que os fundos que vêm do exterior não são ilimitados. E que mais dinheiro de resgate é mais dívida para pagar nos três anos seguintes

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

"Nós [FMI] sempre desenvolvemos programas que sejam apropriados, mas sempre procurando que sejam o mais pequenos [em termos financeiros] possíveis, porque o programa [de resgate] implica sempre mais dívida. Estes países já estão altamente endividados. Por isso, sobrecarregá-los ainda com mais dívida não é boa ideia", disse António Borges, o chefe do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), em resposta a uma pergunta sobre se Portugal necessitaria de um financiamento adicional, de um segundo plano de resgate.

E, mais adiante, sublinharia: "Por isso não é essa a questão. A questão é que, no essencial, deveremos ter um financiamento o mais pequeno possível para superar as difiduldades de curto prazo. O foco real deve ser colocado nas políticas para restaurar o acesso ao mercado o mais rapidamente possível. E é isso que toda a gente em Portugal deve ter na ideia - não nenhum montante de dinheiro ilimitado que vem de fora para resolver os problemas. Foi isso que, em primeiro lugar, levou Portugal para uma situação de sarilho, por isso, o programa deve ser limitado".