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AHRESP apela ao "patriotismo" dos pilotos da TAP

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A AHRESP considera que a greve dos pilotos da TAP constitui um "atentado" contra o turismo

FOTO João Carlos Carvalho

A Associação Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal considera que a greve de 10 dias dos pilotos da TAP é "irresponsável" e só benefíciará os destinos turísticos concorrentes.

A Associação Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) defendeu esta sexta-feira que a greve convocada pelos pilotos da TAP, entre os dias 1 e 10 de maio, constitui um "atentado" ao turismo, com "prejuízos gravíssimos" para a economia nacional.

"Esta decisão dos pilotos da TAP é um atentado à sustentabilidade e crescimento do nosso Turismo. Os prejuízos para o Turismo, e para a economia nacional, serão incalculáveis. Só com o mero anúncio da greve, 15 dias antes da data prevista para o seu arranque, as anulações de reservas já começaram, e prevalecerão além do fim da greve", refere a AHRESP em comunicado.

Segundo a associação, a paralisação na TAP é sobretudo grave devido à altura do ano em que ocorrerá, uma vez que maio é um mês de forte atividade turística em várias zonas país, sendo também o momento em que os turistas começam a eleger os seus destinos de férias de verão, o que "vai afetar todo o ano turístico".

"Só beneficiarão diretamente os destinos turísticos nossos concorrentes e as companhias concorrentes da TAP que servem o destino Portugal, com gravíssimos prejuízos quer para a economia nacional, quer para a nossa companhia aérea de bandeira, que já muito erário público nos consumiu num passado razoavelmente recente", acrescenta.

A AHRESP sublinha que a confiança num destino turístico não é só um país "não andar aos tiros", mas as garantias que se dão aos visitantes durante o planeamento da viagem. 

A associação apela assim à "responsabilidade e sobretudo ao patriotismo dos pilotos da TAP, para que cancelem esta greve".