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Agência de adultério prepara-se para ser cotada em bolsa

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A Ashley Madison, cujo slogan é "A vida é curta. Tenha um caso", tenciona investir na "expansão internacional do mercado do adultério". "Banir-nos não vai eliminar a infidelidade." 

Ashley Madison - a agência de adultério online que afirma ter 34 milhões de inscritos em 46 países - anunciou que pretende lançar uma oferta pública para a compra das suas ações no mercado londrino este ano, segundo noticia o "Financial Times".

O Avid Life Media, grupo sediado no Canadá ao qual pertence a agência, declarou que pretende obter com a operação 189 milhões de euros, que tenciona investir para a "expansão internacional do mercado do adultério".

"A vida é curta. Tenha um caso" é o slogan do site da agência, que obtém receitas cobrando aos homens pelos "créditos" que lhes permitem ser apresentados a mulheres. A Ashley Madison será o segundo maior site de encontros, a seguir ao Match.com.

A Avid Life Media (que também é proprietária de Courgarlife.com e EstablishedMen.com, outros dois sites de encontros) indica que no ano passado faturou 108 milhões de euros, o que representou um aumento de 45% em relação ao ano anterior, e que o negócio aumentou 50% nos Estados Unidos.

O anúncio de entrada no mercado londrino ocorre após uma primeira tentativa no Canadá não se ter concretizado por falta de interesse dos potenciais investidores. Agora, a empresa vira-se para outros pontos no globo.

"O local mais lógico para nós teria sido a Ásia, dado o seu potencial de crescimento, mas tendo em conta a cultura asiática e a sua perspetiva sobre a infidelidade, a probabilidade da operação ser bem sucedida no mercado bolsista asiático não é muito alta", afirmou ao "Financial Times" Cristoph Kraemer, responsável pelas relações internacionais da Ashley Madison.

O grupo tem sido confrontado com algumas proibições em alguns territórios, como é o caso de Singapura, onde o site foi banido. O mesmo havia ocorrido anteriormente na Coreia do Sul, mas a empresa conseguiu no ano passado que um tribunal revogasse a decisão.

Kraemer apresenta naturalmente uma perspetiva otimista em relação ao seu negócio e diz que não é expectável que o mesmo problema venha ocorrer noutros países. "Banir-nos não vai eliminar a infidelidade (...) A infidelidade já existe há tanto tempo como a monogamia... Se nos querem banir, têm de banir o Google e o Facebook e outras plataformas de comunicação que as pessoas usam para serem infiéis", afirmou Kraemer ao jornal económico.