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Administradores da PT na Oi ausentaram-se no momento do sim à Altice

Administradores da PT SGPS no conselho de administração da Oi ausentaram-se da reunião no momento em que foi votada a deliberação favorável à compra da PT Portugal pela Altice. A Oi já aprovou a venda da operadora portuguesa.

Anabela Campos

"Os administradores da PT SGPS na Oi estão em função com neutralidade, resultado da oferta pública de aquisição (OPA) lançada à PT SGPS, e não só não votaram como ainda se ausentaram da sala no momento da deliberação", esclarece fonte oficial da holding portuguesa. Os representantes da PT SGPS na Oi são Rafael Mora, da Ongoing, e Shakhaf Wine, ex-administrador executivo da PT.

O conselho de administração da Oi aprovou ontem a venda da PT Portugal à francesa Altice, com quem iniciou no passado dia 1 de dezembro negociações exclusivas, deixando fora do processo o consórcio Apax/Bain/Semapa. A Altice oferece 7,4 mil milhões de euros pela PT. Aguarda-se a qualquer momento um comunicado da Oi a anunciar a aprovação do negócio, para já  apenas noticiado, mas não confirmado oficialmente. 

Apesar do conselho de administração da Oi já ter aprovado a venda, conforme tem sido noticiado na imprensa brasileira e portuguesa, não quer dizer que a Altice tenha 'luz verde' total para avançar com a compra da PT Portugal. Falta ainda o sim da PT SGPS, que tem direito de veto. A venda da PT Portugal terá de ser aprovada em Assembleia Geral da PT SGPS, reunião que ainda não está marcada.

Fonte da PT SGPS esclarece que os representantes da PT SGPS na Oi não poderiam evitar que a venda da PT Portugal fosse discutida. "Não era possível em função dos acordos acionistas evitar a reunião de quinta-feira (do conselho de administração da Oi), uma vez que por causa da OPA, e do dever de neutralidade, a PT SGPS não poderia opor-se à continuação do processo. O que se conseguiu foi que após um processo transparente (onde participou o BESI/Novobanco) a proposta escolhida teria uma condição suspensiva dependente da aprovação final em AG da PT SGPS".

A empresária angolana Isabel dos Santos tem em cima da mesa uma OPA sobre a PT SGPS. Oferece 1,35 euros por ação da PT SGPS, o equivalente a dois reais pelas ações da Oi. A OPA de Isabel dos Santos inibe o conselho de administração da PT SGPS, liderado por Mello Franco, de tomar decisões estratégicas. Nesse âmbito, a venda da PT Portugal terá de passar por uma AG, onde os acionistas serão soberanos. A PT SGPS detém 25,6% da Oi, sendo assim o seu maior acionista.