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Administração do BPI chumba preço da OPA e diz que o banco vale 70% mais

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Preço de 1,329 euros por ação, oferecido pelos espanhóis do CaixaBank, é considerado demasiado baixo, revela um comunicado do BPI enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O conselho de administração do BPI recomenda aos acionistas do banco que não aceitem a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelos espanhóis do CaixaBank, lê-se num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Tudo porque o conselho de administração "entende que o preço de 1,329 euros por acção oferecido pelo CaixaBank através da Oferta não reflete o valor actual do BPI", acrescenta o comunicado. Ou seja, é demasiado baixo.

Esta era uma posição já assumida por acionistas de referência do banco, como a família Violas (2,52% do capital do BPI) e a Santoro de Isabel dos Santos (18,6% do capital).

A administração vem agora apontar no mesmo sentido. E indica mesmo que o preço que reflete o valor atual do BPI é de 2,04 euros por ação, a que "deverá ser adicionado o valor resultante da partilha (50/50) das sinergias anunciadas pelo Oferente, correspondente a 0,22 por acção".

Chega-se assim a um total de 2,26 euros por ação, considerado justo pela administração do BPI. Um valor que é 70% mais alto do que o oferecido pelo CaixaBank no anúncio preliminar da OPA, a 17 de fevereiro.

Resta agora saber qual será a posição a adotar pelo CaixaBank, que já é o maior acionista do BPI, com cerca de 44% do capital do banco. Para já, a posição oficial dos espanhóis é de que "não fazem comentários" à posição adotada pela administração do BPI.

A aposta no mercado de capitais tem sido de que o preço indicado no anúncio preliminar da OPA pode vir a ser revisto em alta. Sinal disso, as ações do BPI registaram uma forte valorização no último mês e fecharam esta quinta-feira nos 1,458 euros, bem acima do preço de 1,329 euros por ação oferecido pelo CaixaBank.