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A sua personalidade pode determinar o seu ordenado

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O género parece já não ser a única razão para as diferenças salariais. Segundo um estudo da Truity Psychometrics, a personalidade é outro dos factores determinantes.

Constança Lameiras

A personalidade influencia o dinheiro que se ganha. Esta é a conclusão de um estudo realizado pela empresa americana Truity Psychometrics, que revela que existe uma correlação directa entre a personalidade e o dinheiro ganho.

Neste sentido, os introvertidos, sensíveis, que compreendem os outros (ISPs) recebem cerca de 32 mil dólares por ano (cerca de 30 mil euros), enquanto os que têm uma personalidade mais extrovertida, sensível, pensativa e que julgam os outros (ESTJ) recebem uma remuneração anual de 77000 dólares (cerca de 71 mil euros).

Segundo avança o site Business Insider, os autores do estudo consideram que estes valores estão relacionados com diferentes abordagens de gestão, pelo que o grupo dos extrovertidos, sensíveis, pensadores e julgadores gerem mais pessoas em média e recebem mais do que o outro grupo.

No entanto, uma pessoa introvertida não deve perder as perspectivas de se manter em funções de gerência. O mesmo site avança que um estudo a decorrer no Reino Unido, descobriu que os introvertidos em posições de topo numa empresa de marketing recebem avaliações de desempenho semelhantes aos dos extrovertidos, sendo que têm acesso a espaços para descontrair depois de apresentações ou reuniões.

Os autores do estudo consideram ainda que, uma vez que dois terços dos ESTJ são homens e estes ganham em geral mais do que as mulheres, o género pode justificar esta diferença, além da personalidade. Ainda assim, a responsabilidade não pode ser atribuída exclusivamente às diferenças de género, uma vez que existem correlações semelhantes quando homens e mulheres são analisados separadamente.

Avaliando homens e mulheres separadamente, os resultados revelaram que as variações nas remunerações dos homens são superiores às variações entre as mulheres. No entanto, ficam assim por explorar possíveis relações entre o género, a personalidade e o salário, que não foram totalmente exploradas neste estudo.