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A solução para salvar o BES, segundo Salgado: "um crédito em condições normais num prazo médio"

FOTO JOSÉ CARIA

Ex-presidente do banco sustenta que o tempo - e não a gestão - era o factor-chave para resolver o problema do banco.

Ricardo Salgado diz que bastaria ter havido "um crédito em condições normais num prazo médio" para que tivesse sido possível resolver a situação do BES e do grupo Grupo Espírito Santo. 

"Era totalmente inviável a ideia de resolverem o problema do BES mudando o gestão e não resolvendo o problema do GES", afirmou Ricardo Salgado perante a comissão de inquérito da Assembleia da República.

Falando esta terça-feira perante os deputados, o ex-presidente do grupo diz que a solução teria passado por um empréstimo a cinco anos, período ao longo do qual iriam vender algumas das suas participações. "Teria sido resolvido com mais tempo. Foi isso que pedimos e nos foi recusado", afirmou.

Salgado diz que futuramente não haverá espaço para uma situação mista, como a que existia no GES, de grupos da área financeira e da área não-financeira. E acrescentou que chegou a referir por diversas vezes internamente a necessidade de venderem participações nessa segunda área.