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A marca alemã do Isabella. Borgward renasce

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O modelo Isabella é um dos automóveis mais elegantes que a indústria alemã produziu até hoje

Cinco décadas depois de ter encerrado, a marca de automóveis alemã foi relançada por um neto do fundador e apresentada no 85.º Salão Automóvel de Genebra.

J. F. Palma-Ferreira

O inédito relançamento da marca alemã Borgward constitui uma das surpresas do 85.º Salão Automóvel de Genebra. Poucas foram as marcas que conseguiram retomar a produção depois de terem encerrado atividade - a Bugatti será uma dessas raras exceções -, mas Christian Borgward, neto do fundador, aceitou o desafio de dar uma nova vida aos automóveis que vão ter o seu nome.

A Borgward fez agora o primeiro regresso ao Salão de Genebra depois da edição de 1960, pois no verão do ano seguinte encerrou a sua atividade, numa época em que esteve quase a inaugurar a produção de um helicóptero. No entanto, a nova Borgward remeteu para o Salão Automóvel de Frankfurt a apresentação dos modelos que pretende vir a comercializar.

Para já, sabe-se que Christian Borgward quer retomar a marca criada pelo seu avô Carl Friedrich Wilhelm Borgward - um dos 13 filhos de um carvoeiro alemão que, em 1919, teve a visão de lançar um projeto industrial para fabricar carros. Tal foi o seu êxito que nos anos 50 chegou a ser o terceiro maior construtor automóvel alemão. Agora, a gestão do novo projeto da Borgward fica a cargo de Karlheinz Knöss.

A marca Bogward ficou conhecida pelos seus veículos de pequena e média dimensão e pelas várias gamas de viaturas comerciais. O mais elegante de todos os automóveis Borgward produzidos foi o Isabella, na versão coupé. Esta gama de viaturas chegou a liderar as exportações de carros alemães (e, no final de década de 50, o segundo maior mercado do Isabella, a seguir à Alemanha, foi os EUA).

O interior do Isabella tem um design que marcou o sector automóvel. Um dos seus maiores mercados de exportação foi os EUA

O interior do Isabella tem um design que marcou o sector automóvel. Um dos seus maiores mercados de exportação foi os EUA

Até ao final dos anos 50, esta marca alemã concretizou um processo de internacionalização muito rápido, com grande atividade no continente americano, desde o México à Argentina, instalando várias fábricas em várias geografias, inclusive na Indonésia.

No final da década de 50 a Borgward vendia cerca de 5000 viaturas por ano na África do Sul. Toda a atividade da Borgward chegou a empregar 23 mil trabalhadores. E produziu mais de um milhão de viaturas.