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A luta de poder dentro do BES foi tratada como "entre um bando de ciganos"

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FOTO Marcos Borga

Henrique Granadeiro, ex-presidente da PT, diz que a discussão da sucessão no BES, e dos problemas do grupo Espírito Santo (GES), em vez de ser tida "no recato" estava a ser tratada como se fosse "entre um bando de ciganos".

Anabela Campos

Henrique Grandeiro criticou na Comissão de Inquérito Parlamentar o facto de a sucessão no BES e dos problemas que afectavam o GES, discutida entre Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento, terem sido debatidos nos jornais. A partir de 2013, tornou-se público que José Maria Ricciardi, primo de Salgado, estava descontente com o rumo que a liderança do BES levava.

"Os problemas do GES em vez de terem sido discutidos nos fóruns devidos, e no recato próprio dos banqueiros, foram tratados como se estivessem a serem discutidos por um bando de ciganos", disseo antigo presidente da Portugal Telecom, ao fim de quase sete horas de audição no Parlamento, na comissão de inquérito ao BES/GES.