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Ribeiro Mendes: “Quem defronta dúvidas do sistema judicial e da supervisão não tem condições para liderar a associação Montepio”

Administrador da Associação Mutualista Montepio Geral assume, em entrevista ao Expresso a publicar na edição do próximo sábado, que irá candidatar-se contra Tomás Correia que, na sua opinião, não tem condições para se manter no lugar

Fernando Ribeiro Mendes é associado do Montepio Geral há 20 anos, faz parte da atual administração da associação liderada por Tomás Correia e está pronto para disputar a liderança que vai a votos em outubro. Em entrevista ao Expresso que será publicada na edição do próximo sábado, deixa fortes críticas à gestão da Associação Mutualista Montepio Geral e diz que Tomás Correia não tem condições de se manter na presidência. Por duas razões: “Em primeiro lugar porque tem um perfil profissional muito marcado pela banca, um domínio que conhece bem mas que não é o mais ajustado para a associação em termos de competências e desafios. E, em segundo lugar, por uma razão evidente: quem defronta dúvidas por parte do sistema judicial e da supervisão bancária sobre a qualidade e a correção da sua gestão anterior — claro que tem direito à presunção de inocência — não está na melhor das condições de liderar a associação, como se tem visto ao longo destes dois últimos anos.”

Ribeiro Mendes diz conhecer o atual presidente da associação há “muitos anos”, com quem mantém uma “relação de grande cortesia e estima mútua com diferenças de opinião”, embora nunca tenham sido “amigos íntimos”. Sobre o episódio do artigo de opinião do Público, que motivou a sua suspensão da administração entretanto revertida, considera que foi um “momento de grande infelicidade por parte do conselho de administração ao retirar-me os pelouros por um delito de opinião” mas aproveita para reconhecer “também que foi um momento de grande dignidade o facto de o mesmo conselho e a mesma maioria terem corrigido a situação criada”.

Na longa entrevista ao Expresso, o administrador fala ainda, entre outras coisas, dos desafios da associação mutualista, da polémica do IRC e da entrada simbólica de novos acionistas no banco Montepio.