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Obra de expansão do Metro de Lisboa vai ter zonas com estaleiros permanentes durante mais de 3 anos

D.R.

Alargamento do Metro de Lisboa tem um investimento avaliado em 266 milhões de euros. O estudo de impacte ambiental, já colocado em consulta pública, alerta para os transtornos das obras

O Liceu Pedro Nunes, a Estação de Santos e o ISEG na Estrela são algumas das zonas que irão ser afetadas pelas obras de alargamento do Metro de Lisboa para a Estrela e Santos, e que irão ter estaleiros permanentes durante pelos menos três anos e meio. Os habitantes destas zonas serão alvo de ruído, vibrações e poeiras. Estes são alguns dos pontos referidos na consulta pública do estudo de impacte ambiental que arrancou na quarta-feira e termina a 22 de agosto

O estudo de impacte ambiental, elaborado pela Matos, Fonseca e Associados, prevê uma duração para quase todas as frentes de obra de 3,5 anos. Mas a "duração das atividades críticas em termos de ruído, vibrações e poeiras, terá uma duração de 1,5 anos em cada frente de obra", sublinha o relatório. A maioria da obra não requer ocupação da via pública, salienta.

É um investimento de 266 milhões de euros, e será financiado por fundos comunitários e o Banco Europeu de Investimento (BEI). O arranque da obra do alargamento do Metro de Lisboa entre a estação do Rato (linha amarela) e a estação do Cais do Sodré (linha verde) está previsto para 2019. "O projeto deverá construído em cerca de 4 anos, e estima-se que tenha uma vida útil de 100 anos, embora tenha considerado um período de referência de 30 anos para a análise económica do projeto", lê-se no documento do estudo para a consulta pública elaborado pela Matos, Fonseca e Associados, entre Setembro de 2017 e Fevereiro de 2018. Com o alargamento do metro serão abertas estações na Estrela e em Santos.

Vai haver estaleiros permanentes junto ao Liceu Pedro Nunes, ao antigo Hospital Militar e no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e na estação de Santos será permanente no período referido durante três anos e meio. "As ocupações das zonas a céu aberto entre o Regimento de Sapadores Bombeiros e o Cais do Sodré será faseada, de forma a minimizar as áreas a ocupar na via pública e respetivas durações, e manter o trânsito de superfície e o funcionamento das ocupações de subsolo, recorrendo aos desvios provisórios que forem necessários", aponta o estudo.

Serão construídos dos dois novos viadutos na zona do Campo Grande para ligar os troços Cidade Universitária – Campo Grande – Alvalade e Telheiras – Campo Grande – Quinta das Conchas. Porém os viadutos existentes não serão desativados.

Terminada a consulta pública, o resultados serão avaliados pela APA - Agência Portuguesa do Ambiente. Só então, e perante a sua aprovação, a obra terá luz verde para avançar.

  • O Estudo de Impacte Ambiental ao prolongamento da rede de metro de Lisboa entre o Rato e o Cais do Sodré, que vai estar consulta pública até 22 de agosto, refere que os tempos médios de espera “irão ser inferiores em todos os casos, exceto na linha vermelha, no período de ponta da manhã”